JOSÉ RODRIGUES DOS SANTOS É UMA BESTA

1. Há um ESTUPOR que em Portugal vende livros e faz publicidade gratuíta às minhas custas pois sou eu que todos os meses lhe ponho o pão na mesa.
2. Em Portugal há um ESTUPOR que vende livros a dizer que os nazis eram umas almas caridosas
3. Em Portugal todos os que oferecerem este livro serão coniventes com este ESTUPOR.
Portanto, em Portugal há quem defenda que os campos de estermínio foram um dano colateral na 3ª GG tal como há quem em Portugal defenda que o holodomoro foi um dano colateral para implementar o socialismo.

Quais as diferenças no coração destas pessoas?
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Ainda sobre as famigeradas entrevistas, escreveu, muito bem, o Sérgio Lira.
JOSÉ RODRIGUES DOS SANTOS ou UMA BESTA É UMA BESTA

Nem seria preciso referir o facto – qualquer ser humano normal compreende o horror do Holocausto – mas no meu caso específico, porque descendo de refugiados que escaparam a tempo da perseguição nazi, tendo uma boa parte da família que ficou sido assassinada no meio da multidão dos milhões que perecerem nos campos de extermínio, o asco é (se possível) ainda maior. Sim, campos de extermínio, não “trabalho” ou “concentração”: Birkenau, Sobibor ou Treblinka (entre outros) não se destinavam à produção industrial para a guerra, nem a manter concentrados prisioneiros – destinavam-se, explicitamente, ao genocídio sistemático. E apenas a isso.

Quando se tem o descaro, o despudor, a falta de vergonha no focinho de afirmar

“𝐸ℎ, 𝑝𝑎́, 𝑒𝑠𝑡𝑎̃𝑜 𝑛𝑜𝑠 𝑔𝑢𝑒𝑡𝑜𝑠, 𝑒𝑠𝑡𝑎̃𝑜 𝑎 𝑚𝑜𝑟𝑟𝑒𝑟 𝑑𝑒 𝑓𝑜𝑚𝑒, 𝑛𝑎̃𝑜 𝑝𝑜𝑑𝑒𝑚𝑜𝑠 𝑎𝑙𝑖𝑚𝑒𝑛𝑡𝑎́-𝑙𝑜𝑠. 𝑆𝑒 𝑒́ 𝑝𝑎𝑟𝑎 𝑚𝑜𝑟𝑟𝑒𝑟, 𝑚𝑎𝑖𝑠 𝑣𝑎𝑙𝑒 𝑚𝑜𝑟𝑟𝑒𝑟 𝑑𝑒 𝑢𝑚𝑎 𝑓𝑜𝑟𝑚𝑎 𝑚𝑎𝑖𝑠 ℎ𝑢𝑚𝑎𝑛𝑎. 𝐸 𝑝𝑜𝑟𝑞𝑢𝑒 𝑛𝑎̃𝑜 𝑐𝑜𝑚 𝑔𝑎́𝑠?”

o nível muda.

Estamos perante uma besta, e besta por dois motivos:

1) porque assume que os guetos são coisas normais; estar a morrer de fome num gueto não é um estado normal, é o resultado de um acto criminoso – aprisionar pessoas num gueto. Este imbecil está ao nível dos outros cretinos que por aí andam a apregoar o regresso de campos de concentração para certas “etnias”, como se isso fosse uma coisa aceitável, tolerável, possível numa sociedade de seres humanos normais. E não é. Os judeus estavam a morrer de fome nos guetos porque os nazis cometeram os crimes de a) lá os aprisionar e b) não lhes prover alimento para sobreviver. Não estavam nos guetos, e a morrer de fome, por escolha própria. Nem providenciar-lhes uma morte mais humana era um acto de caridade.

2) porque tentar desta forma branquear um genocídio é, só em si, um crime (em vários países punido como tal); nenhum judeu pediu para ser “morto de forma mais humana”; nem a morte com gás era, sequer, mais humana. JRS deveria experimentar uma boa dose de Zyklon B para ficar a saber. Tentar apresentar os campos de extermínio e o genocídio de milhões e milhões de seres humanos como um gesto humanitário é das coisas mais soezes, mais badalhocas, mais alarves, mais anormais que tenho ouvido em dias de minha vida.

Não nos deixemos enganar: este excremento está a produzir um “soft denial”, a contribuir objectivamente para essa corrente que desagua na conclusão de que os nazis nem eram assim tão maus como isso e que se exagera muito quando se fala no Holocausto: afinal, eles (nazis) apenas estavam a proporcionar aos porcos (judeus) uma forma humana de morrer. Isto é do mais baixo, do mais reles, do mais abjecto que se pode imaginar.

E, ainda, com uma agravante: JRS vai ganhar dinheiro com isso, vai ganhar dinheiro com o genocídio.
É portanto uma besta.

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